Por potência
Refletor LED industrial
Galpão, indústria, doca, oficina. O que separa esta aplicação das outras não é potência — é que o ambiente ataca o equipamento e que a luz errada cria risco de acidente.
Comece pelo segundo, porque quase ninguém fala dele.
O efeito estroboscópico
LED não emite luz contínua. Ele pulsa na frequência que o driver impõe. Driver bom entrega pulso suave e rápido o bastante para ser imperceptível. Driver barato entrega cintilação.
Num escritório, cintilação causa dor de cabeça e cansaço visual. Num galpão com máquina rotativa, ela causa acidente.
Quando a frequência da luz coincide com a rotação de um eixo, serra, broca ou polia, a peça aparece parada — ou girando devagar, ou no sentido contrário. O operador enxerga um equipamento imóvel que está a plena rotação. É o mesmo fenômeno da roda de carroça que anda para trás no cinema, aplicado a uma máquina que decepa dedo.
O que exigir: índice de cintilação baixo, declarado na ficha. Onde houver máquina rotativa, trate isso como item de segurança, não de conforto — e prefira alimentar luminárias vizinhas em fases diferentes, o que dessincroniza o pulso.
Temperatura sob a telha
Um refletor especificado para 40 °C instalado a três metros de uma telha metálica em Barueri no verão trabalha muito acima disso. A temperatura sob a cobertura de um galpão em dia quente passa folgadamente dos 50 °C.
LED acima da temperatura de projeto decai — perde fluxo de forma progressiva e irreversível, sem nunca apagar. O aparelho parece funcionar e o galpão vai escurecendo ao longo de dois anos.
Confira na ficha a temperatura ambiente máxima de operação, não só a potência. E deixe espaço para o ar subir pelas aletas: refletor encostado na estrutura não dissipa.
Vibração
Prensa, ponte rolante, compressor e empilhadeira transmitem vibração pela estrutura. Duas consequências:
- Borne afrouxa. É a causa mais comum de refletor que "apaga sozinho" em indústria. Reaperto periódico entra no plano de manutenção.
- Solda fria no driver. Vibração contínua trinca solda de placa mal feita. É o defeito que aparece no segundo ano e some quando você bate no aparelho.
Poeira, lavagem e corrosão
- Poeira nas aletas é perda térmica direta. Em ambiente com particulado, a limpeza das aletas importa tanto quanto a limpeza do vidro.
- Lavagem de piso com hidrojato é jato sob pressão: IP66, não IP67. Veja IP66 ou IP67.
- Corrosão não está no grau IP, que é ensaiado com água limpa. Frigorífico, indústria química e planta litorânea exigem verificação à parte.
- Atmosfera explosiva — silo, pintura, solvente, petroquímica — não é assunto de IP. É certificação Ex, com invólucro que contém a explosão. Nunca substitua uma coisa pela outra.
O custo que decide a compra
Em galpão alto, trocar um aparelho custa mais que o aparelho: plataforma elevatória, parada de produção, equipe com NR-35. Isso inverte a lógica de compra.
Onde subir é caro, vida útil e qualidade térmica valem mais que preço de etiqueta — e a conta a fazer não é o preço do refletor, é o custo esperado de intervenções ao longo de dez anos.
Potência e altura
Distribua em mais pontos do que o mínimo. Em galpão, sombra atrás de prateleira, contêiner e empilhadeira é o que de fato atrapalha — e sombra só se resolve com duas fontes em ângulos diferentes, nunca com mais potência num ponto só.
Veja também instalação e normas.
Onde comprar refletor
Lojas parceiras que vendem refletor, com cupom quando houver